05 abril 2009

Agora, tudo bem...

Quem me conhece, sabe que eu não sou de ficar doente, mas quando caio...

Há, quase, duas semanas venho lutando contra um resfriado que teima em ir e vir. No sábado passado ele [o danadinho do resfriado] já tinha me deixado de cama. Passei o sábado dormindo e pensando que havia sido atropelado por uma jamanta. Era pior que ressaca de cerveja barata e a azia da batatinha frita.

O domingo chegou, pensei que estava melhorando e, de fato, até já estava fazendo minhas pequenas estripulias por aí.

Segunda-feira a noite fui ao cinema. Assisti "Che", o belo filme que retrata parte da história do Argentino Che dentro das selvas cubanas lutando pela revolução. Um ótimo filme, mas não é isso que vou discutir. Enquanto assistia o filme, começei a sentir uma pequena dor de cabeça, mas a ignorei e fui dormir.

Terça-feira  acordo e a dor de cabeça é tão forte que chega, ás vezes, a me cegar. Tomo alguma medicação, na esperança que ela vá embora, pois sou cabra macho e como o Brasil estou preparado para essas crises virais vindas de fora (de mano branco e de olho azul?). Seja como for os remédios fizeram certo efeito e pude continuar o dia.

Quarta-feira iniciei um treinamento e durante o treinamento a dor de cabeça parecia querer voltar, mas ainda era controlável. Terminei o dia e fui direto para casa. Coloquei minha cabeça dolorida no travesseiro e dormi. Duas horas depois, isso lá pelas 21h, acordo com uma dor insuportável. Não conseguia erguer a cabeça, olhar com precisão e até falar era difícil.

Com certo esforço desci até o quarto dos meus pais (sim, ainda, moro com eles) e pedi para que me levassem ao hospital.


No Hospital

Aguardei alguns minutos na sala de espera, enquanto na TV a seleção brasileira dava um show contra uma seleção de pernas-de-pau. 

- João Ricardo. Uma médica jovem, ou jovem médica, me chama e lá vou.

Explico toda minha condição com dificuldade (porra, estou com dor-de-cabeça) e ela descobre, através do uso ferramentas futuristícas, que estou com 38,1 graus de febre e com a pressão alta (14x10).

- Você vai tomar medicamento na veia e depois voltará aqui para ver se está melhor.

- Ok, eu prefiro logo injeções. 

Nessa de esperar, de pé, e ver toda aquela gente com espetos nas mãos e braços, senti que suava estranhamente, senti minhas pernas bambearem e minhas unhas embranqueciam. 

Tava viradão na feira hippie. Falei com a doutora e ela logo descobriu que minha pressão caiu para 10x6 e me passou na frente na fila do espeto.

  O "enfermeiro" disse que estava com dificuldades para encontrar minha veia. Nessa hora eu já não via porra nenhuma, não falava nada direito e tentava respirar fundo para não desmaiar. O "baguio" era loco, tudo preto, a cabeça girando e eu só queria água. Logo pensei que tinham me dado uma bala, ou doce, dessas de raves, mas não era o caso.

Mais tarde, quando a droga fazia efeito ele veio picar meu dedo para checar minha glicose, mas estava tudo bem. Fiquei preocupado em ter diabetes, mas, se tiver, só a quero depois da Páscoa.

Olha uma fotinha de ontem para guardar na memória. 

Eu: Mãe, tira uma foto minha ?
Mãe: Você quase morrendo e vai querer uma foto ?
Eu: Mas não morri, pelo menos é uma experiência.
hohohoho


É isso aí, já estou melhor, mas a cabeça, ainda,  dói quando eu tusso ou faço movimentos bruscos.

Vou dormir...

2 comentários:

Alinne Aquino disse...

narcisista ate doente... rs...(brincadeira)!

Melhoras

... disse...

Melhoras João abraços e vamnos conversando