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27 maio 2015
05 março 2013
20 outubro 2012
Minha vida cigana... agora é indie.
Só assim para eu assumir o meu lado pagodeiro! Projeto interessante. Traduzir os clássicos do Raça Negra para o "universo indie".
Descobri o disco através do site foradopadrao.com.br. Esse é um projeto do jornalista Jorge Wagner: "É uma homenagem de gente com seus vinte e poucos, trinta e poucos anos, que gosta do grupo. É uma brincadeira e uma homenagem dessa galera mais nova".
Para minha alegria, a música "Vida Cigana" (uma música que me identifico pacas) recebeu uma nova versão e você pode conferir aqui em baixo.
"Oh, meu amor!
Não fique triste...
Saudade existe pra quem sabe ter
Minha vida cigana me afastou de você
Por algum tempo que eu vou ter que viver por aqui
Longe de você..."
Para ouvir as demais músicas, visite: http://www.foradopadrao.com.br/raca-negra-indie-tributo-ao-grupo/
PS. Desculpem-me, pois "universo indie" é coisa de Hipster!
05 outubro 2012
Every single night's alright with my brain
Fiona Apple - Every Single Night
"If what I am is what I am, cause I does what I does."
16 setembro 2010
"Every Day a Little Death" por Stephen Sondheim.
Every day a little death,
In the parlor, in the bed,
In the curtains, in the silver,
In the buttons, in the bread.
Every day a little sting
In the heart and in the head.
Every move and every breath,
And you hardly feel a thing,
Brings a perfect little death.
- o -
08 março 2010
Um bom resumo do agora; e não do depois...
Paulinho Moska: A Seta e o Alvo
Composição: Paulinho Moska e Nilo Romero
Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.
Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.
Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?
Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?
26 outubro 2009
The XX
The XX tem uma melodia melancólica linda que combina com meu astral atual.
A canção que mais ouço você pode conferir aí embaixo e junto com as letras.
"I can let it out
I still let you in
I can let it out
I still let you in"
The XX - Basic Space
Nick just waits to fly
Easy to take
You could take me in for us
Make me a deal
A day apiece
Take it off, just stay a week
I'll take you in pieces
We can take it all apart
I've softened shipwrecks right from the start
I've been underwater
Breathin' out and in
I think I'm losin' where you end and I begin
Basic space
Openin'
Don't look away
When there's nothin'
There
I'm setting us in stone
Piece by piece before I'm alone
Airtight before we break
Keep it in
Keep us safe
This pool of boiling wax
I'm giving in that is sick
Got to fill this in
Gotta just?
Why don't we learn how to keep what I have
Preserved
Basic space
Openin'
Don't look away
When there's nothin'
There
Hot wax
Has left me with a sign
Wouldn't know if I've been left behind
Second skin
Second skin
I can let it out
I still let you in
I can let it out
I still let you in
23 outubro 2009
Love Ridden...
Fiona Apple - Love Ridden
Love ridden, I’ve looked at you
With the focus I gave to my birthday candles
I’ve wished on the lidded blue flames
Under your brow
And baby, I wished for you
Nobody sees when you are lying in your bed
And I wanna crawl in with you
But I cry instead
I want your warm, but it will only make
Me colder when it's over
So I can’t tonight, baby
No, not ‘baby’ anymore - if I need you
I’ll just use your simple name
Only kisses on the cheek from now on
And in a little while, we’ll only have to wave
My hand won’t hold you down no more
The path is clear to follow through
I stood too long in the way of the door
And now I’m giving up on you
No, not ‘baby’ anymore - if I need you
I’ll just use your simple name
Only kisses on the cheek from now on
And in a little while, we’ll only have to wave
No, not ‘baby’ anymore - if I need you
I’ll just use your simple name
Only kisses on the cheek from now on
And in a little while, we’ll only have to wave
08 maio 2009
Alemão: Aprenda cantando e dançando
Dschinghis Khan foi um grupo criado em 1979 para participar de um festival musical europeu. Não sei se eles tiveram outros sucessos, como este.
Cuidado, essa música pode viciar. E essa dancinha?
23 abril 2009
Acho que alguém aqui pirou
De todas as coisas que falam comigo, existe uma que sempre acerta a mão.
Acho que alguém aqui pirou
Eu ando desconfiado que este cara sou eu
Todo dia quando eu entro no banheiro
Está tudo lá
Da escova para cabelo ao fio dental
Tem dias que eu olho no espelho e falo
Tai um cara legal
Tem dias que eu tenho a convicção
De que eu não sou normal
Tem dias que eu to puto
Alguns dias maluco
Graças a deus a maioria dos dias eu estou contente
Também tem os dias doentes
Mas esses, eu sei, fazem parte da vida
Acho que alguém aqui pirou
Eu ando desconfiado que esse cara sou eu
Eu espero um sinal de um homem lúcido
Amizade
Eu espero o sinal de uma mulher lúcida
Amor
Eu espero sinal de um povo lúcido
Paz
Eu espero como você espera
Um disco voador
Acerta na medida, no peso, no que sinto e nem precisa de respostas para ser perfeito.
Assim que me sinto em relação á Música.
Ao invés de explicar o que sinto, agora, vou deixar ela [a música] falar por mim.
Certeza? Só uma: Acho que alguém aqui pirou e eu ando desconfiado que esse cara sou eu.
Novamente...
Tianastácia - Sanatório
Acho que alguém aqui pirou
Eu ando desconfiado que esse cara sou eu
Às vezes acho que eu não produzo nada
Às vezes sei eu viajei errado
Às vezes acho que eu sou excluído
Do paraíso
Às vezes acho que o centro do universo
Está no meu umbigo
Eu ando desconfiado que esse cara sou eu
Às vezes acho que eu não produzo nada
Às vezes sei eu viajei errado
Às vezes acho que eu sou excluído
Do paraíso
Às vezes acho que o centro do universo
Está no meu umbigo
Acho que alguém aqui pirou
Eu ando desconfiado que este cara sou eu
Todo dia quando eu entro no banheiro
Está tudo lá
Da escova para cabelo ao fio dental
Tem dias que eu olho no espelho e falo
Tai um cara legal
Tem dias que eu tenho a convicção
De que eu não sou normal
Tem dias que eu to puto
Alguns dias maluco
Graças a deus a maioria dos dias eu estou contente
Também tem os dias doentes
Mas esses, eu sei, fazem parte da vida
Esses fazem parte da vida
Acho que alguém aqui pirou
Eu ando desconfiado que esse cara sou eu
E se isso for só pretensão
Não, não é possível
Neste mundo só tem “maluco”
Ou serão só lúcidos ?
Não, não é possível
Neste mundo só tem “maluco”
Ou serão só lúcidos ?
Eu espero um sinal de um homem lúcido
Amizade
Eu espero o sinal de uma mulher lúcida
Amor
Eu espero sinal de um povo lúcido
Paz
Eu espero como você espera
Um disco voador
24 março 2009
O show do Século
O show dos Los Hermanos estava muito bom e eu estava pertinho. Cheguei lá e re-encontrei um amigo que não via há uns 4 anos. Fiquei com a galera dele durante um bom tempo, depois re-encontrei outros amigos e juntei as "galeras".
Depois do show do LH era a vez do Kraftwerk, o show foi legal, mas não era muito meu estilo, mas como os caras são os precursores da música eletrônica, foi bem interessante (é, se não fosse pelo kraftwerk, não teríamos Britney, nem Madonna). O mais legal do show do Kraftwerk, foi poder tirar foto com o baterista do Los Hermanos, que estava assistindo o show ao meu lado. Cheguei nele e pedi "Barba, pode tirar foto com um barbudo?", ele respondeu que sim. Depois da foto emendei com a pergunta que todo mundo quer saber (não, não perguntei se o Los Hermanos vai voltar), "Barba, tem um vídeo no youtube de um cara, que parece com você, dançando axé. É você?". Ele deu risada e respondeu que sim, disse que era instrutor de lamba-aeróbica no Rio. Agradeci e ele ficou rindo por um tempo - ANIMAL!!!
O show do Radiohead começou pontualmente as 10h. O show foi LINDO, perfeito, a banda estava empolgada e o som ótimo. Estávamos na diagonal direita do palco e víamos tudo. Tocaram uma porrada de músicas do último álbum (In Rainbows) e outros clássicos. Depois da parada para o primeiro bis, eu fui para longe do palco e fui embora durante o segundo bis, para fugir do trânsito.
A notícia triste é que o lugar onde fizeram o festival não tem infra-estrutura para os carros e tive que deixar o carro na rua e, infelizmente, tentaram roubar o som do meu carro, mas, no final, só levaram a minha chave de casa - Acho que gostaram do meu chaveiro. FDPs.
Resumindo: Foi o show do século.
OK, pensando melhor, falar que foi o show do século é um pouco demais.
Depois do show do LH era a vez do Kraftwerk, o show foi legal, mas não era muito meu estilo, mas como os caras são os precursores da música eletrônica, foi bem interessante (é, se não fosse pelo kraftwerk, não teríamos Britney, nem Madonna). O mais legal do show do Kraftwerk, foi poder tirar foto com o baterista do Los Hermanos, que estava assistindo o show ao meu lado. Cheguei nele e pedi "Barba, pode tirar foto com um barbudo?", ele respondeu que sim. Depois da foto emendei com a pergunta que todo mundo quer saber (não, não perguntei se o Los Hermanos vai voltar), "Barba, tem um vídeo no youtube de um cara, que parece com você, dançando axé. É você?". Ele deu risada e respondeu que sim, disse que era instrutor de lamba-aeróbica no Rio. Agradeci e ele ficou rindo por um tempo - ANIMAL!!!
O show do Radiohead começou pontualmente as 10h. O show foi LINDO, perfeito, a banda estava empolgada e o som ótimo. Estávamos na diagonal direita do palco e víamos tudo. Tocaram uma porrada de músicas do último álbum (In Rainbows) e outros clássicos. Depois da parada para o primeiro bis, eu fui para longe do palco e fui embora durante o segundo bis, para fugir do trânsito.
A notícia triste é que o lugar onde fizeram o festival não tem infra-estrutura para os carros e tive que deixar o carro na rua e, infelizmente, tentaram roubar o som do meu carro, mas, no final, só levaram a minha chave de casa - Acho que gostaram do meu chaveiro. FDPs.
Resumindo: Foi o show do século.
OK, pensando melhor, falar que foi o show do século é um pouco demais.
16 março 2009
a pig in a cage on antibiotics
RADIOHEAD IS COMING SOON!
Fitter Happier
Fitter, happier, more productive,
comfortable,
not drinking too much,
regular exercise at the gym
(3 days a week),
getting on better with your associate employee contemporaries ,
at ease,
eating well
(no more microwave dinners and saturated fats),
a patient better driver,
a safer car
(baby smiling in back seat),
sleeping well
(no bad dreams),
no paranoia,
careful to all animals
(never washing spiders down the plughole),
keep in contact with old friends
(enjoy a drink now and then),
will frequently check credit at
(moral) bank (hole in the wall),
favors for favors,
fond but not in love,
charity standing orders,
on Sundays ring road supermarket
(no killing moths or putting boiling water on the ants),
car wash
(also on Sundays),
no longer afraid of the dark or midday shadows
nothing so ridiculously teenage and desperate,
nothing so childish - at a better pace,
slower and more calculated,
no chance of escape,
now self-employed,
concerned (but powerless),
an empowered and informed member of society
(pragmatism not idealism),
will not cry in public,
less chance of illness,
tires that grip in the wet
(shot of baby strapped in back seat),
a good memory,
still cries at a good film,
still kisses with saliva,
no longer empty and frantic
like a cat
tied to a stick,
that's driven into
frozen winter shit
(the ability to laugh at weakness),
calm,
fitter,
healthier and more productive
a pig
in a cage
on antibiotics.
Fitter Happier
Fitter, happier, more productive,
comfortable,
not drinking too much,
regular exercise at the gym
(3 days a week),
getting on better with your associate employee contemporaries ,
at ease,
eating well
(no more microwave dinners and saturated fats),
a patient better driver,
a safer car
(baby smiling in back seat),
sleeping well
(no bad dreams),
no paranoia,
careful to all animals
(never washing spiders down the plughole),
keep in contact with old friends
(enjoy a drink now and then),
will frequently check credit at
(moral) bank (hole in the wall),
favors for favors,
fond but not in love,
charity standing orders,
on Sundays ring road supermarket
(no killing moths or putting boiling water on the ants),
car wash
(also on Sundays),
no longer afraid of the dark or midday shadows
nothing so ridiculously teenage and desperate,
nothing so childish - at a better pace,
slower and more calculated,
no chance of escape,
now self-employed,
concerned (but powerless),
an empowered and informed member of society
(pragmatism not idealism),
will not cry in public,
less chance of illness,
tires that grip in the wet
(shot of baby strapped in back seat),
a good memory,
still cries at a good film,
still kisses with saliva,
no longer empty and frantic
like a cat
tied to a stick,
that's driven into
frozen winter shit
(the ability to laugh at weakness),
calm,
fitter,
healthier and more productive
a pig
in a cage
on antibiotics.
14 fevereiro 2009
Abriu os olhos ?
Banda: tianastácia
Canção: Abriu os olhos
Abriu os olhos e quis se levantar
Mas nem o peso da cabeça da cabeça conseguiu segurar
Quanto a dor no corpo, esqueça
Um doutor pode curar
Se a cabeça é dura, esqueça
É difícil de cuidar
TUDO O QUE VIER EU QUERO
E O QUE NÃO VIER, EU VOU BUSCAR
NADA QUE ME SEGUE, SEGUE EU SIGO
SEI QUE NÃO NASCI PARA RECUAR
PARA ALCANÇAR O FIM, PASSANDO O MEIO, TEM QUE COMEÇAR !!!
01 fevereiro 2009
Madonna é o C_ra_lh_ !
Sábado (31/1/2009) assisti ao show da melhor banda do Brasil e, por conveniência, ao melhor show. Não sei o que veio primeiro. Se foi o show ou a banda, mas eles são demais.

Com vocês, "Móveis Coloniais de Acaju"! - Ou apenas "móveis", para os íntimos. O nome da banda é uma
homenagem ao não muito estudado fato histórico conhecido como "Revolta de Acajus", qu
e foi "um conflito entre índios e
portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal".
Quente! Foi um show quente em uma noite quente em um lugar em que o ar-condicionado não parecia ser suficiente para refrescar 800 foliões que buscavam um lugar para assistir ao espetáculo "Seus Pares", onde duas ba
ndas brasileiras logo se apresentariam.

Cheguei, levemente, atrasado, mas seria injusto culpar o trânsito, a falta de vagas (já tentaram estacionar próximo do SESC Perdizes?) para parar o carro e as tentativas de estacionar o carro. "I have a dream, I dream of a world, where people can easily reverse park".
Quando entrei na chopperia do SESC, a banda "Fino Coletivo" tocava e animava o público com seu misto Samba-MPB-sei-lá-o-quê (ainda estou me adaptando as novas regras gramaticais e por isso escrevo lá e cá), porém o público esperava pelo grande show da noite: Móveis.
Com uma pontualidade excepcional, a banda subiu ao palco lá pelas 22h e destilaram as algumas canções do álbum "Idem", lançado em 2005 e algumas inéditas do álbum, ainda não
lançado "C_mpl_te", que será lançado, ainda, em 2008.

Lá pelas tantas a banda resolve abrir uma roda no meio do público, enquanto a trupe de
metais toca (no palco e no meio da galera) uma melodia inspirada em canções russas. E deu certo. É muito bom assistir um show em que a banda parece estar feliz em estar ali com o público e no meio do público.
O público paga pouco, se diverte e aprecia os mais diferentes modelos de all-star por metro quadrado.
Enquanto isso Madonna sai caro e encontra Jesus em NY.
03 dezembro 2008
Zéu Britto: Saliva-me

Quem gosta de cinema nacional, deve se lembrar da música “Soraya Queimada”, que está na trilha sonora de “Meu tio matou um cara”, direção de Jorge Furtado, com Lázaro Ramos e Débora Secco, de qualquer forma, hoje eu vou escrever sobre música.
Em uma cena musical que tudo é sempre mais do mesmo, Zéu Britto, com seu rock-brega, rimas simples e de duplo sentido é diversão garantida.
Canções de cunho sexual, porém românticas, como “Noite de Motel”, canções sobre senhoras virgens que decidem abrir um, digamos, “centro de entretenimento para adultos”, como “Brega de Leila” e a, ainda não, clássica “Mirabel Molhado”, que descreve o triste fim de um biscoito mirabel morto pelo cantor ao se rebelar, junto com os outros biscoitos, contra o próprio cantor, estão no álbum “Saliva-me”, lançado, originalmente, em 2005 e que será re-lançado em breve juntamente com um DVD, que conta com participações especiais como Ivete Sangalo.
Não tenho a impressão que Zéu Britto venderá milhões de CDs e fará shows para multidões ensandecidas e alcoolizadas, mas o que gosto deste cantor é que ele me parece ser real, exatamente e simplesmente por não ser nada convencional.
Zéu Britto, o Bahiano de Jequié é, além de cantor e compositor, ator. Já atuou em alguns filmes e miniséries e apresenta o programa “Retalhão” no canal Brasil.
Se você, como eu, está cansado de ouvir as mesmas ladainhas e quer, apenas, se divertir com canções e artistas que não querem mudar o mundo. Zéu Britto é para você.
Blog oficial: http://www.zeubritto.blogger.com.br/
21 outubro 2007
Setenta-e-um

A edição de outubro de 2007 da Revista Rolling Stone, traz o resultado de uma eleição para definir os 100 maiores discos brasileiros, por sorte esta matéria caiu como uma luva para meu trabalho de conclusão de curso, aqui designado simplesmente TCC. Meu TCC discute sobre a influência da música, em especial dos artistas exilados, na população brasileira durante os 21 anos, 1964 á 1985, da ditadura militar brasilera.
Os 100 maiores discos foram escolhidos por um júri de 60 “estudiosos, produtores e jornalistas” que poderiam escolher os 20 discos, sem nenhum critério específico ou ordem de preferência. A lista contém produções artísticas musicais desde 1950, com Noel Rosa e Aracy de Almeida, até 2003, com Los Hermanos – São mais de 5 décadas de história. Através dessa compilação montei uma pequena lista que deu algumas respostas e forneceu algumas novas perguntas.
Para minha alegria, identifiquei que 51 discos, dos 100 maiores, foram produzidos durante a década de 1970, auge dos “Anos de Chumbo” da ditadura militar. Os “Anos de Chumbo” foi designado para os anos onde a repressão militar foi mais intensidade. Identifiquei, também, que dois artistas ocupavam o primeiro lugar de tais produções, Tim Maia e Caetano Veloso, ambos com 4 álbuns cada e seguidos de perto por Gilberto Gil com 3 álbuns, isso sem contar com as parcerias. Chico Buarque divide a terceira posição, com outros 8 artistas, incluindo Raul Seixas. Porque o foco nestes artistas? Todos, com excessão de Tim Maia,foram exilados, sem entrar no mérito de terem tido um exílio obrigatório ou espontâneo, se é que existiram exílios espontâneos.
Apenas númerar os álbuns não seria prova de qualidade, mas apenas de quantidade, por isso atribui pontos, sendo que o primeiro colocado (Novos Baianos, com “Acabou Chorare” recebeu 300 pontos, o segundo colocado (Tropicália, com Tropicália ou Panis et Circensis) recebeu 297 pontos e prossegui subtraindo 3 pontos até chegar ao centésimo colocado (Egberto Gismonti, com Circense), que recebeu 3 pontos. Desta forma creio que pude quantificar a importância do álbum segundo sua qualificação.
Refiz novamente meus cálculos, com o sistema de pontuação, e confirmei o status de qualidade da década de 1970. Constatei que 55% dos pontos íam para está década, porém com algumas mudanças no ranking dos artistas. Tim Maia permaneceu em primeiro lugar, o segundo lugar foi dividido entre Gilberto Gil e Jorge Ben, o terceiro lugar ficou para o homem que entende a alma feminina, Chico Buarque e Caetano Veloso ficou com o quarto lugar. Nada mal, não?
Os militares ocuparam o poder no Brasil por 21 anos e foi interessante constatar que mais de 2/3 dos melhores álbuns foram feitos durante esse período. Isso não necessariamente concluí minha teoria da influência da música durante a ditadura, mas coloca mais questões na discussão do mercado de música brasileiro. Porque o último grande disco foi feito há 4 anos? Porque a grande concentração de álbuns durante um período marcado pela intolerância e a censura? Ainda encontramos qualidade no “mainstream” musical ou apenas artístas que fazem dinheiro? A música não pode ser instrumento de voz da população? A música não pode unir uma nação?
Talvez seja muito cedo para responder estas questões, mas não custa lembrar que durante um sombrio período de nossa recente história houve uma explosão de criatividade e ousadia que culminou na produção de 71 discos que deveriam fazer parte da disco-grafia de qualquer amante da boa música.
A relação completa dos 100 maiores discos da música brasileira pode ser encontrado no site da revista Rolling Stone.
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